quinta-feira, 31 de julho de 2008

Lucros do sector segurador caíram

O sector segurador viu os seus lucros caírem 5,2 por cento no ano passado, para 679 milhões de euros, valor que representa cerca de 99 por cento do sector, que se encontra concentrado em três ou quatro grande grupos.

O ramo vida cresceu 20,1 por cento, cifrando-se em 388 milhões de euros, compensando a descida do ramo não vida, que sofreu uma queda de 36,5 por cento, para 337 milhões de euros, anunciou hoje em conferência de imprensa a Associação Portuguesa de Seguradores.

O grau de penetração dos seguros no Produto Interno Bruto foi de 8,54 por cento, para um rácio de investimento (face ao PIB) de 30,7 por cento, uma subida de apenas 0,03 pontos percentuais.

No ano passado, o sector emitiu 13,751 mil milhões de prémios de seguro directo, traduzindo-se num crescimento de 4,8 por cento relativamente a 2006.

O ramo vida foi novamente o motor do crescimento, subindo 6,9 por cento, para 9,369 mil milhões de euros, ficando o ramo não vida nos 4,382 mil milhões de euros, o que reflectiu uma descida de 0,5 por cento.

Em relação à carteira de investimentos, o mercado segurador foi responsável por um total de 49,446 mil milhões de euros no ano passado, um acréscimo de quatro mil milhões de euros em relação a 2006, cifra que corresponde a um crescimento de 8,8 por cento.

Fonte: Público

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Seguros de capitalização são mau investimento

Segundoa Deco, os seguros de capitalização são regra geral uma «má opção de investimento, apesar dos benefícios fiscais», alerta a revista Proteste Poupança.
Este tipo de seguros «têm falta de liquidez, são pouco transparentes e rendem pouco mais do que a inflação», refere ainda a Protetse. Para investimentos a curto e a médio prazo, a Deco aconselha a opção por certificados de aforro e depósitos a prazo.
«Se pretende uma aplicação sem risco, opte por um depósito a prazo para o curto prazo. Para investir a médio prazo (5 ou mais anos), prefira certificados de aforro», adianta.
Comissões muito elevadas
De acordo com a análise feita pela Deco, em 2007, os produtos de capitalização renderam, uma média de, 3,6%, no entanto, se a este valor retirarmos as comissões de subscrição e a inflação (2,5%), apenas seis dos planos de seguro em estudo ofereceram um rendimento real positivo.
Os seguros de capitalização cobram, em média, 1,7% por cada entrega. Trata-se, na opimião da Associação de Defesa do Consumidor, de uma comissão «muito elevada».
«Outras alternativas de baixo risco e elevada liquidez, como certificados de aforro ou depósitos, não têm sequer custos. Mesmo os fundos com política de investimento semelhante à dos seguros cobram valores muito inferiores», acrescenta.
Custos de subscriação enganadores
A maioria dos custos de subscrição sáo, de acordo com a Deco, enganadores. «Se a comissão for de 3% e fizer uma entrega de 100 euros, a seguradora retira 3 euros para os seus cofres. O subscritor investe só 97 euros, em vez dos 100 euros que entregou. A comissão cobrada é, assim, de 3,1% e não 3% como anunciado», denuncia.
Para limitar e clarificar os custos aplicados por estes produtos, a Deco diz que vai alertar o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), entidade que regula este tipo de investimento e pedir a intervenção do Ministério das Finanças.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os seguros em tempo de crise

Os produtos de capitalização sem riscos para o cliente e com probalidades de terem uma taxa de juro garantida, são uma alternativa importante que neste momento de crise económica, isto para “além dos PPR, seguros de vida de capitalização e outros.
Num contexto de crise económica nacional generalisada, as seguradoras podem e devem oferecer alternativas com estabilidade e segurança aos seus clientes, nomeadamente de seguros de vida, reforma e capitalização.

A actividade seguradora tem um papel importante ao oferecer produtos de estabilidade e segurança às pessoas pois é nos momentos de crise que as seguradores são mais importantes, pois é nestas alturas que o seguro cumpre melhor a sua verdadeira função, dar segurança, nomeadamente para qualquer situação de risco ou financeira”.